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Semana dos Direitos Humanos e Solidariedade

A última semana de aulas da Escola Secundária de S. João do Estoril foi animada pela realização de diversas atividades no âmbito da Semana dos Direitos Humanos e Solidariedade. No espaço da Biblioteca Escolar esteve exposta durante a referida semana uma pequena exposição de obras relacionadas com a temática.


No dia 11 recebeu a visita da irmã Maria Manoel acompanhada por dois  membros da Comissão de Apoio à Vitima de Tráfico de Pessoas que  testemunharam  as diversas violações aos mais elementares direitos e dignidade da pessoa existentes no mundo atual. Foi um momento muito interessante que captou o interesse dos alunos e professores das turmas do 3º R e do 11º J.

No dia 14 a turma da professora Anabela Carvalho leu o texto de Eça de Queiroz ” O Natal “, Cartas de Inglaterra, 1905, seguindo-se um diálogo muito animado sobre o seu conteúdo.

No encerramento desta semana a Biblioteca aplaudiu a  aluna Bárbara Chora que interpretou a peça para violino The Boy Paganini Fantasia.

A Semana dos Direitos Humanos e Solidariedade foi organizada pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica em parceria com a BECRE.

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Peregrinação, João Botelho

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Concurso Nacional de Leitura

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Plano Nacional de Leitura 2027 – que desafios?

Plano Nacional de Leitura 2027 – que desafios? – Teresa Calçada em entrevista à Agência Lusa
A primeira década do Plano Nacional de Leitura (PNL) foi uma inspiração, mas os próximos dez anos serão desafiantes, porque ler não está na moda, afirmou a comissária do PNL, Teresa Calçada, em entrevista à agência Lusa.
Teresa Calçada, há mais de 30 anos dedicada ao livro e à leitura, foi nomeada em março comissária do PNL 2027, regressando a um projeto onde já esteve como subcomissária.
Nas vésperas da conferência anual do PNL, marcada para segunda-feira em Lisboa, subordinada ao tema “a urgência da leitura”, Teresa Calçada elencou alguns dos desafios que o Plano Nacional de Leitura enfrenta para a próxima década.
“O PNL conseguiu constituir-se como uma marca, o que não é fácil, e essa marca ajudou a um dos objetivos primeiros do Plano: Valorizar a leitura. Conseguiu-se transmitir para dentro, para as escolas, e para o exterior que a leitura era reconhecida, nas famílias, nos professores, nos miúdos, como alguma coisa que não está na nossa vida”, afirmou.
Cumprida a primeira década do PNL, como “ferramenta para a promoção e para a prática leitora”, Teresa Calçada alerta que deve continuar a existir uma política pública para o livro e para a leitura, porque “nada está seguro” e há novas realidades a ter em conta.
Uma delas é a ideia de tempo, numa sociedade que tem uma maior relação com o digital.
“É um tempo voraz, muito rápido, que parece contrário ao tempo lento da leitura; não é fácil transmitir essa mensagem. Com ele a questão de estarmos a lidar numa sociedade que já é digital, com muitos aspetos híbridos, em que as pessoas, em particular os jovens, estão sempre conectados e dão um valor social que está acima de todos os outros valores”, lembrou.
O livro de papel e as ferramentas digitais não são inimigos nem se excluem, alertou Teresa Calçada, mas é preciso equilibrar as forças, sobretudo entre os leitores mais novos.
“Como não é tribal entre nós ler, mesmo os miúdos que leem têm tendência a ler menos, ou a dizerem que não leem, ou a acomodarem-se nisso, porque não é uma prática bem-vista. Nenhum miúdo se esconde de dizer os seus gostos musicais, mas livros, dizerem uns para os outros de livre e espontânea vontade, é muito difícil. E isto é cultural”, opinou Teresa Calçada.
De acordo com a comissária, para os próximos dez anos de PNL estão a ser preparadas várias linhas de atuação, mesmo sabendo que não há fórmulas mágicas para lembrar aos portugueses que a leitura é uma prática fundamental na vida quotidiana.
“Queremos um conjunto de estudos que provem que é possível reforçar as competências de leitura e não deixar sair as crianças da escola primária, e depois da escolaridade obrigatória, sem as devidas competências de leitura. Isso é uma missão e uma honra”, disse.
Pela primeira vez oficializa-se o PNL também para adultos, tanto para os que têm baixos níveis de alfabetização como para aqueles que investiram em formação. Teresa Calçada quer que, no âmbito do programa Qualifica, as competências de leitura sejam obrigatórias no quadro curricular dos adultos.
Muito do trabalho do PNL será feito em parceria com outros organismos e instituições, à medida das necessidades, sejam escolas, bibliotecas públicas, escolares e universitárias, museus, centros de Ciência Viva, editores e livreiros.
Sobre as listas de obras recomendadas para leitura dentro e fora da sala de aula, que são das vertentes mais identificáveis do PNL – através da colocação de um selo de qualidade nos livros -, Teresa Calçada defende um reforço de divulgação junto dos portugueses.
Dedicada à “urgência da leitura”, a conferência anual do PNL contará com a presença, entre outros, do antropólogo argentino Néstor García Canclini, da escritora Isabel Alçada, dos investigadores Gustavo Cardoso, Heitor Alvelos e Manuel Sobrinho Simões e do coreógrafo Rui Horta.
Estarão ainda presentes os ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, o secretário de Estado da Educação, João Costa, e a secretária de Estado da Ciência, Fernanda Rollo.

Aplicações para dispositivos móveis

 

 

 

Fonte: Aplicações para dispositivos móveis

Prémio Nobel da Literatura 2017

Nobel da Literatura para Kazuo Ishiguro

Kazuo Ishiguro venceu o Prémio Nobel da Literatura de 2017. O nome escolhido pela academia sueca foi anunciado esta quinta feira, em Estocolmo. Foi assim revelado o sucessor de Bob Dylan, que foi distinguido com o mesmo prémio no ano passado.

Nascido a 8 de novembro de 1954, em Nagasaki, no Japão, Kazuo Ishiguro mudou-se para o Reino Unido em 1960, quando o seu pai foi aceite como investigador no National Institute of Oceanography.

Educado numa escola de rapazes em Surrey, o laureado que em tempos trabalhou para a Rainha Mãe como grouse-beater — basicamente, afugentava galinhas bravas em direção de caçadores — acabou por entrar na Universidade de Kent, na Cantuária, onde se especializou em língua inglesa e filosofia. O seu primeiro emprego, depois de ter concluído os estudos superiores, foi o de assistente social nos bairros mais pobres de Londres.

https://twitter.com/NobelPrize/status/915894552380215296

[em atualização]

Diogo Lopes h 29 min

Ligação

Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental

O IELT desenvolve o projeto LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental, em parceria com o IHC – Instituto de História Contemporânea (FCSH), a Fabula Urbis e a Fundação Eça de Queiroz. Este projeto está integrado na sua linha de ação Falas da Terra.

LITESCAPE.PT é um projeto de investigação interdisciplinar, com uma forte componente de divulgação e apoio à decisão. Pretende (1) ligar a literatura ao território, potenciando a recíproca valorização das obras literárias e das paisagens nelas representadas; (2) contribuir para o conhecimento do património natural e cultural, elementos-chave das identidades locais e regionais; (3) concorrer para a literacia ambiental, sobretudo no âmbito dos padrões e processos ecológicos associados às paisagens atuais; (4) ajudar a implementar a Convenção Europeia da Paisagem, nomeadamente na definição dos objetivos de qualidade paisagística a preservar e a valorizar.

LITESCAPE.PT é um projeto coletivo e cooperativo que resulta do trabalho de leitura de obras literárias de escritores dos séculos XIX e XX. Excertos selecionados são referenciados a uma unidade territorial. A unidade mínima de referenciação geográfica é o NUTIII – nível III da Nomenclatura de Unidades Territoriais, registando-se o concelho, freguesia ou local, quando possível.

Podem ser produzidos mapas a partir de obras, escritores, ou diretamente associados às paisagens literárias descritas nos excertos.

LITESCAPE.PT desenvolve-se em torno de três componentes:
Compilação: leitura de obras literárias, seleção de excertos, classificação de acordo com um conjunto de descritores geográficos e de paisagem, e registo numa base de dados partilhada por todos os membros da equipa de projeto;
Investigação: análise e crítica literária no contexto da valorização dos elementos naturais e culturais que compõem as paisagens, suportada pela compilação; integração do material literário com o de fontes documentais, cartográficas, artísticas, etc.
Divulgação: elaboração de artigos científicos, livros e textos de divulgação dos resultados produzidos; organização e participação em sessões públicas, colóquios, seminários e conferências; prevê-se a disponibilização do trabalho de compilação, através de um website interativo, baseado no mapa do território.

Ficheiros