Category Archives: Efemérides

Miguel de Cervantes Saavedra (1547- 1616 )

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Miguel de Cervantes Saavedra  nasceu em 1547, provavelmente em Alcala Henares,  Castela.  Romancista, dramaturgo e poeta celebrizou-se com o livro Dom Quixote de la Mancha, o segundo livro mais lido pela humanidade depois da Bíblia. Morreu a 23 de Abril de 1616.

Cervantes passou 2 anos em Portugal, entre 1581 e 1583, tendo vivido em  Lisboa e frequentado a corte do rei Filipe.  Aqui escreveu peças de teatro, tragédias e comédias.

O Cerco de Numância, a peça teatro mais conhecida,  inserida na categoria de teatro trágico, encena a resistência desesperada da população Numância contra as forças romanas que querem conquistá-la.

Escreve oito comédias, embora menos conhecidas, mas cheias de humor e segundo os ditames formais da época. Crítico dos costumes, satiriza os casamentos por conveniência em  O Ciumento de Extremadura e  O Velho Ciumento, duas narrativas que põem a ridículo    o marido idoso que casa com a mulher jovem e que vive amargurado pelo ciúme. Entramos ironicamente na interioridade dos sentimentos e na inevitabilidade dos acontecimentos. Apesar de prisoneira na sua própria casa, encontra forma de trair o marido.

novelas exemplares

As Novelas Exemplares  são uma série de novelas curtas que Miguel de Cervantes escreveu entre 1590 e 1612. Costumam ser agrupadas em duas séries: as de caráter idealista e as de caráter realista. As primeiras caracterizam-se pelos enredos amorosos com grande abundância de acontecimentos e pela presença de personagens idealizados e sem evolução psicológica e por escasso reflexo da realidade. Incluem-se nesta série: O Amante liberal, A Duas Donzelas, A Espanhola Inglesa, D. Cornélia e A Força do Sangue. As de caráter realista fazem belas descrições de ambientes e dos personagens. A mais conhecida é O Licenciado Vidriera. Apesar desta separação académica, os propósitos  morais, sociais e estéticos são comuns.

O exemplar existente na Bibblioteca da Escola Secundária de S. João Do Estoril tem  a Introdução feita por Aquilino Ribeiro, uma análise crítica muito interessante, em si própria, sobre as várias novelas.

(pesquisa: professora Adelaide Saraiva)

Cronologia

1547 — Nasce Miguel de Cervantes Saavedra.

1551 — O pai, Rodrigo, é preso por causa de dívidas de jogo.

1566 — A família instala-se em Madrid.

1569 — Após incidente no qual terá ferido um homem, deixa Madrid e vai morar em Roma.

1571 — Participa na batalha de Lepanto contra os turcos. Foi ferido em combate, tendo ficado  mão esquerda inutilizada.

1575 — Capturado por corsários, é levado para Argel,  onde fica cinco anos em cativeiro.

1581 — Vem para Lisboa.

1584 — De um romance com Ana Franca, nasce Isabel de Saavedra. Casa-se com Catalina de Palácios Salazar.

1585 — Publica La Galatea. Morte do pai.

1587 — É nomeado comissário real encarregado de recolher azeite e trigo para a Armada Invencível.

1593 — Morte da mãe. Publicação do romance La casa de los celos.

1597 — É preso em Sevilha, após ser condenado a pagar dívida exorbitante.

1598 — Deixa a prisão. Morte de Ana Franca.

1605 — É publicada a primeira parte deDom Quixote.

1613 — Ingressa na Ordem Terceira de São Francisco. Publicação de Novelas exemplares.

1614 — Surge uma continuação deDom Quixote, escrita por Avellaneda.

1615 — Cervantes publica a segunda parte deDom Quixote.

1616 — Morre em Madrid, no dia 22 de abril.

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Poetas de Abril

Muitos fo25 de abrilram os poetas que cantaram as ideias de Abril.
Antes e depois da Revolução dos Cravos muitos poetas portugueses escreveram sobre as ideias de liberdade e solidariedade, contra a ditadura.

As Portas Que Abril Abriu – José Carlos Ari dos Santos
Eu Sou Português Aqui – José Fanha
A Rapariga do País de Abril – Manuel Alegre
Abril de Abril – Manuel Alegre
Abril de Sim Abril de Não – Manuel Alegre
Explicação do País de Abril – Manuel Alegre
Liberdade – Sérgio Godinho
De Coração e Raça – Sérgio Godinho
Para Aquém de Abril – Francisco Duarte
Representação – Michael Pereira
As Minhas Mãos – Michael Pereira
Catarina Eufémia – Michael Pereira
Shame – Domingos Carlos Pedro
Oh Abril! – Diana de Moura
O Cravo – Helena de Sousa Freitas
Abril – José Fanha
Meu País Liberto – Frassino Machado
País Novo – Frassino Machado

(recolha: professora Adelaide Saraiva, ESSJE)

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40 Anos da Constituição da República Portuguesa

Mensagem do Presidente da Assembleia da República

logo_CRP (1)2 de abril de 1976. Há precisamente 40 anos a Assembleia Constituinte aprovou a Constituição da República Portuguesa que iria entrar em vigor 23 dias depois, dia 25 de abril.

Partindo de visões políticas muito diferentes, os deputados à Assembleia Constituinte e os partidos políticos que representavam souberam contribuir e convergir para esse verdadeiro programa de desenvolvimento democrático que é a Constituição da República Portuguesa.

40 anos depois, é justo lembrar a atualidade do seu legado.

Como bem previu Henrique de Barros, Presidente da Assembleia Constituinte, esta foi de facto “uma Constituição à prova do tempo”, que apesar das necessárias revisões, continua a funcionar como garante de direitos e como bússola de regras e valores essenciais do nosso regime democrático.

Como Presidente de todos os deputados da XIII Legislatura faço aqui, neste dia, nota pública do meu agradecimento pelos serviços que todos os Constituintes prestaram à instituição parlamentar e à causa da consolidação da democracia em Portugal.20160413_110511.jpg

E deixo também um apelo a todos os portugueses: que conheçam e divulguem asua Constituição, a Constituição da República Portuguesa, porque a Democracia só se torna um adquirido se a defendermos e aperfeiçoarmos todos os dias.

Eduardo Ferro Rodrigues

Presidente da Assembleia da República

 

02/04/2016

Dia Internacional da Mulher, 8 de março

ORIGEM HISTÓRICA

alconheca-a-historia-do-dia-internacional-das-mulheres-00000No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.TenthfloorTriangleFire

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

O Dia da Mulher é a celebração das conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, e foi adotado por diversos países. A ideia de criar e celebrar um dia dedicado às mulheres já existia no Século XX, já havia surgido na Europa e Estados Unidos a Ideia de celebrar um dia da mulher, para comemorar a luta feminina por melhores condições de vida, trabalho e de direito ao voto.

Por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente como movimento feminista nos anos 60.

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O termo Direitos da Mulher refere-se aos direitos objetivos e subjetivos reivindicados para mulheres em diversos países.

Em alguns lugares, esses direitos são institucionalizados e garantidos pela legislação, pelos costumes e comportamentos, enquanto noutros locais eles são suprimidos ou ignorados. As principais reivindicações prendem-se pelos os direitos das mulheres à integridade e autonomia dos corpos-(veja-se a questão do aborto) , a votar (sufrágio) (participação na vida publica e não apenas na vida doméstica); a ocupar cargos públicos- a questão da paridade discutida no Parlamento- que pode mesmo colidir com o direito universal de cidadania); a trabalhar (independência económica face ao marido); a salários justos e igualitários (as mulheres, hoje, desempenham tarefas habitualmente atribuídas aos homens pela exigência da aplicação da força muscular); à educação (é reconhecido o seu papel primordial na evolução dos povos porque a educação dos filhos era, e é, uma dedicação sua ; a servir na polícia militar.

De acordo com a ONU [Organização das Nações Unidas], são direitos da mulher:

  1. Direito à vida
  2. Direito à liberdade e à segurança pessoal.
  3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
  4. Direito à liberdade de pensamento.
  5. Direito à informação e à educação.
  6. Direito à privacidade.
  7. Direito à saúde e à proteção desta.
  8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar a sua família.
  9. Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
  10. Direito aos benefícios do progresso científico.
  11. Direito à liberdade de reunião e participação política
  12. Direito a não ser submetida a torturas e maltrato.

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A discriminação de facto ou de direito contra a mulher tem sido, notadamente em países subdesenvolvidos, um dos principais obstáculos à efetividade do direito à educação e à saúde de crianças e adolescentes. Mas esta discriminação negativa também ocorre com a negação do direito à diferença, que é  a recusa do reconhecimento e respeito dos dados biológicos e valores culturais específicos do universo feminino.

200px-Carolina_Beatriz_ÂngeloCarolina Beatriz Ângelo (Guarda, 16 de Abril de 1878 — Lisboa, 3 de outubro de 1911) foi uma médicafeminista portuguesa. Foi a primeira mulher a votar no país, por ocasião das eleições da Assembleia Constituinte, em 1911.[1]

Sufragista, destacou-se como militante da Liga Republicana das Mulheres, fundadora e presidente daAssociação de Propaganda Feminista.

O fato de ser viúva e ter de sustentar os seus filhos, permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada “chefe de família”, tornando-se assim a primeira a votar no país, nas eleições constituintes, a 28 de maio de 1911. Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.(https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Beatriz_Ângelo)

Alexandre Herculano

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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, é um dos grandes escritores portugueses. A ele se deve a obra História de Portugal, a primeira obra do género a ter preocupações de rigor científico. Era um apaixonado pela história e isso levou-o a escrever vários romances históricos, o que foi uma novidade em Portugal. Estes temas eram muito bem recebidos na sua época e Alexandre Herculano tornou-se muito popular. O reconhecimento público do seu valor vai levá-lo ao desempenho vários cargos públicos importantes.

Foi também inovador porque é um dos introdutores em Portugal do Romantismo, movimento que tem a sua origem na Alemanha. A própria escolha dos ambientes históricos dos seus romances, as reflexões sobre a morte, sobre o fluir inexorável da vida humana, a permanência constante do Infinito que se materializa na comunhão entre os estados de alma humanos e a própria natureza, o sentimento profundo de solidão, o contraste entre a serenidade campo e o bulício da cidade, o “belo horrível”, apocalíptico e sepulcral, os amores impossíveis, são temas constantes na sua vasta obra.

Influenciado pela estética de Kant faz uma reflexão interessante acerca do papel da arte: a literatura deve educar. O belo e o bom unidos na mesma função de elevar o homem. Em vez da arte imitar o real, idealiza-o, porque a finalidade não é o belo em si, mas o bom.

Foi também uma grande influência noutros literatos do romance campesino como Júlio Dinis, mas também na vida política, pela participação na redação Participa na redação do primeiro Código Civil Português (1860-1865).

 

expositor AHObras principais de Alexandre Herculano

Poesia

  • A Voz do Profeta – 1836
  • A Harpa do Crente – 1838
  • Poesias – 1850

Teatro

  • O Fronteiro de África ou três noites aziagas
  • Os Infantes em Ceuta – 1842

Romance

  • O Pároco de Aldeia (1825) – 1851
  • O Galego: Vida, ditos e feitos de Lázaro Tomé

Romance histórico

  • O Bobo (1128) – 1843
  • O Monasticon
  • Eurico, o Presbítero: Época Visigótica – 1844
  • O Monge de Cister; Época de D. João I – 1848
  • Lendas e narrativas – 1851

1.º tomo

  • O Alcaide de Santarém (950-961)
  • Arras por Foro de Espanha (1371-2)
  • O Castelo de Faria (1373)
  • A Abóbada (1401)

2.º tomo

  • Destruição de Áuria: Lendas Espanholas (século VIII)
  • A Dama Pé de Cabra: Romance de um Jogral (Século XI)
  • O Bispo Negro (1130)
  • A Morte do Lidador (1170)
  • O Emprazado: Crónica de Espanha (1312)
  • O Mestre Assassinado: Crónica dos Templários (1320)
  • Mestre Gil: Crónica (Século XV)
  • Três Meses em Calecut: Primeira Crónica dos Estados da Índia (1498)

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano

(adaptação Professora Adelaide Saraiva)

Vergílio Ferreira – Centenário do nascimento – 28 janeiro 2016

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 A BECRE assinala o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira (Melo, 1916 – Lisboa, 1996) com uma pequena exposição das suas obras no espaço de leitura informal da biblioteca.

A Biblioteca Nacional celebra em 2016 o centenário deste escritor ficcionista, ensaísta e professor de reconhecido mérito.  Autor de vasta bibliografia, iniciada no romance com O caminho fica longe (1943) é um dos escritores portugueses do século XX cujo espólio integra a Biblioteca Nacional de Portugal no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea.

No segundo semestre do ano corrente, a BNP evoca o escritor e a sua obra com uma exposição que exibirá documentação que o próprio guardou, dando relevo à especificidade dos processos de escrita e a testemunhos da sua intervenção sociocultural.

27 de janeiro, Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

upload_-1Dia Internacional da Lembrança do Holocausto é um dia internacional da lembrança das vítimas do Holocausto, o genocídio cometido pelos nazistas e seus adeptos que ceifou a vida de milhões de judeus, dois milhões de ciganos, quinze mil homossexuais e milhões de outros durante a II Guerra Mundial. Ele foi designado ao dia 27 de janeiro, pela resolução 60/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas em 1 de dezembro de 2005, durante a 42ª sessão plenária desta organização.[1]

A resolução veio após a sessão especial realizada em 24 de janeiro de 2005, durante a qual a Assembleia Geral marcou o 60º aniversário da libertação dos campos de concentração e do fim do Holocausto. 27 de janeiro é a data, em 1945, que marca a liberação do maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau, pelas tropas soviéticas.[2](Wikipédia)

Dia Internacional dos Direitos Humanos

A Biblioteca Escolar, BECRE, em parceria com a disciplina de EMRC, assinalou o Dia Internacional dos Direitos Humanos através da realização de algumas iniciativas abertas à comunidade educativa. Na sala de convívio esteve patente uma exposição sobre o tema e na biblioteca foram colocados em lugar de destaque alguns livros sobre a problemática dos Direitos Humanos. Filme História dos Direitos HumanosA turma do 11º L acompanhada pelas professora de Filosofia Isabel Marques, assistiram ao filme A História dos Direitos Humanos que suscitou o interesse e o debate. A recolha dos conteúdos dos trabalhos expostos foram da responsabilidade dos professores Adelaide Saraiva e António Padeira e dos alunos de EMRC. 

pacote DHA BECRE disponibiliza para os docentes mediante requisição,  o Pacote do Professor de Fazer dos Direitos Humanos uma Realidade constituído por um manual do professor, um DVD e por dois folhetos educacionais.

. O filme ( 9.49 minutos ) A História dos Direitos Humanos, é a peça central deste programa de educação dos direitos humanos. A cobrir a história dos direitos humanos e a focar-se na importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem, coloca a questão abrangente ao telespetador: Quem se assegurará de que os direitos humanos são respeitados?

. Os folhetos A História dos Direitos Humanos e O Que São os Direitos Humanos? são providenciados para os estudantes, 24 exemplares de cada, com folhetos adicionais disponíveis gratuitamente em humanrights.com.

Dia Internacional da Filosofia

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A BECRE assinala o Dia Internacional da Filosofia através de uma mostra de obras de alguns dos filósofos que marcaram o seu tempo e de uma exposição alusiva ao tema no espaço da sala de convívio da escola sede do agrupamento.  upload_-1(1)

Em 2002, a UNESCO instituiu a celebração do Dia Internacional da Filosofia na terceira quinta-feira do mês de Novembro de cada ano, ciente da importância que o questionamento filosófico assume para o diálogo entre os povos, onde cada um se deverá sentir livre de participar, segundo as suas convicções, em qualquer lugar, contribuindo para a progressiva tomada de consciência da nossa comunidade de condição: a humanidade.

DECLARAÇÃO DE PARIS EM PROL DA FILOSOFIA

Nós, participantes nas Jornadas Internacionais de Estudo «Filosofia e Democracia», organizadas pela UNESCO, que tiveram lugar em Paris, nos dias 15 e 16 de Fevereiro de 1995, constatamos que os problemas de que trata a filosofia são os problemas da vida e da existência dos homens considerados universalmente.
Entendemos que a reflexão filosófica pode e deve contribuir para a compreensão e a orientação das preocupações humanas; consideramos que a actividade filosófica, que não retira nenhuma ideia à livre discussão, que se esforça por precisar as definições exactas das noções utilizadas, verificar a validade dos raciocínios, examinar com atenção os argumentos dos outros, permite a cada um aprender a pensar por si mesmo; sublinhamos que o ensino filosófico favorece a abertura de espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e entre os grupos.
Reafirmamos que a educação filosófica, formando espíritos livres e reflexivos, capazes de resistir às diversas formas de propaganda, de fanatismo, de exclusão e de intolerância, contribui para a paz e prepara cada um para assumir as suas responsabilidades perante as grandes interrogações contemporâneas, designadamente no domínio da ética, julgamos que o desenvolvimento da reflexão filosófica, no ensino em vida cultural, contribui de forma importante para a formação de cidadãos, exercendo a sua capacidade de julgamento, elemento fundamental de toda a democracia.
Por estas razões, comprometendo-nos a fazer tudo o que estiver em nosso poder, nas nossas instituições e nos nossos países respectivos, para realizar estes objectivos.
Declaramos: Uma actividade filosófica livre deve ser garantida a todos os indivíduos, em toda a parte, sob todas as formas e em todos os lugares onde se possa exercer.
O ensino filosófico livre deve ser preservado ou alargado onde já existe, deve ser criado onde ainda não existe, e deve ser nomeado explicitamente «filosofia».
O ensino filosófico deve ser assegurado por professores competentes, especialmente formados para o efeito, e não pode ser subordinado a nenhum imperativo económico, técnico, religioso, político ou ideológico.
Permanecendo autónomo, o ensino filosófico deve ser, em toda a parte onde for possível, efectivamente associado, e não simplesmente justaposto, às formações universitárias ou profissionais, em todos os domínios.
A difusão de livros acessíveis a um grande público, tanto pela sua linguagem como pelo seu preço de venda, a criação de emissões de rádio e de televisão, de cassetes áudio ou vídeo, a utilização pedagógica de todos os meios audiovisuais e informáticos, a criação de múltiplos lugares de debates livres, e todas as iniciativas susceptíveis de fazer aceder o maior número a uma primeira compreensão das questões e dos métodos filosóficos devem ser encorajados, para constituir uma educação filosófica dos adultos.
O conhecimento das reflexões filosóficas das diferentes culturas, a comparação dos seus contributos respectivos, a análise do que as aproxima e do que as opõe devem ser perseguidos e apoiados pelas instituições de investigação e de ensino.
A actividade filosófica, como prática livre da reflexão, não pode considerar nenhuma verdade como definitivamente adquirida e incita a respeitar as convicções de cada um, mas não deve em caso algum, sob pena de se negar a ela mesma, aceitar doutrinas que neguem a liberdade de outrem, achincalhando a dignidade humana e originando a barbárie.
Todos os anos, em Novembro, a Unesco dedica um dia à Filosofia.

www.unesco.pt

upload_-1(2)A organização desta atividade insere-se no plano anual de atividades da biblioteca escolar e foi preparada pela professora de filosofia Adelaide Saraiva e o professor bibliotecário António Padeira.

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São Martinho 2015

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Mais uma vez a nossa biblioteca assinala este dia tão rico em tradições. No calendário litúrgico, o dia de S. Martinho celebra-se a 11 de Novembro, data em que este Santo, falecido dois ou três dias antes em Candes, no ano de 397, foi a enterrar em Tours, França. Ler mais