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Semana da Leitura 14 – 18 de março de 2016

cartaz pequeno

Veja aqui o Programa

Na 10ª edição da Semana da Leitura, convidam-se as escolas a celebrar a leitura, o prazer de ler e a criarem momentos de reflexão em torno de questões atuais e determinantes, como a globalização e a complexidade de um mundo heterogéneo, desenvolvendo Elos de leitura, A leitura suporta e ilustra a diferença, o pluralismo e a multiculturalidade, criando elos de informação e de compreensão que nos ajudam a lidar com a heterogeneidade da Humanidade e a aceitarmos valores universais, unindo-nos em torno dos direitos humanos, na construção de sociedades inclusivas. (Plano Nacional de Leitura)

A Semana passo a passo…

 

20160318_104840As atividades da 10ª Semana da Leitura relativas ao programa da BE da Escola Secundária, terminaram com a intervenção da professora Paula Néo no âmbito da rúbrica “Os livros da minha vida”.  As Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino, foi o livro escolhido e apresenta as descrições das cidades que o viajante Marco Polo ilustrou ao imperador Kublai Khan. Com as histórias do viajante, Khan tinha o objetivo de montar um império baseado nos relatos sobre como eram os locais. Estiveram presentes os alunos do 2º T e do 11º H da professora Olga que ouviram com muita atenção a apresentação. No final alguns alunos partilharam com os presentes as suas últimas leitura. Parabéns a todos e que a leitura esteja sempre presente nos diversos momentos das suas vidas contribuindo para a formação de cidadãos mais esclarecidos, tolerantes e solidários.

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20160317_140556A tarde do dia 17, foi marcada pela rubrica  ” Os Livros da minha Vida ” onde o professor Tierri Cachado captou a atenção dos seus alunos do 10º D através duma interessante viagem sobre os livros que leu. Um dos temas que mais o sensibilizou foi a segunda grande guerra mundial.  Holocausto, S. E. Castan, O Anjo Branco de José Rodrigo dos Santos, O Equador de Miguel Sousa Tavares, A Tempestade perfeita, Sebastian junger, Os Pilares da Terra e o Mundo sem Fim de Ken Follett, entre outros, foram as referência partilhadas pelo destino orador.

No dia 15 a sessão do “Encontros com História” contou com a presença da escritora Patrícia Ribeiro.Natural de Évora, Portugal, vive em Lisboa, para onde se mudou aos dezoito anos. Estudou Estudos Artísticos, Publicidade e Marketing e Cinema, tendo trabalhado, incessantemente, na escrita de argumentos, romances, poesia e contos. Em 2014upload_-1(1), decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita, Os Homens Nunca Saberão Nada Disto é o primeiro resultado desse investimento. Anteriormente publicados, Inércia e O Pijama da Gata são outros livros da autora. A apresentação do livro contou com a presença dos alunos das turmas do 10ºJ e do 2ºT acompanhados pelas professoras Carla Ribeiupload_-1(2)ro e Margarida Constantino respetivamente. Os cerca de 50 participantes acompanharam com muito interesse as palavras da autora tendo no final colocado algumas questões sobre a obra.

A tarde do dia 14 foi marcada pela presença de Ricardo Frade autor do livro Pé Descalço: da Suécia a Portugal sem um tostão! que entusiasmou os cerca de 60 alunos do 10º j, do 11ºG e do 1º R.  Esta obra,  com prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa, mais

Professor António Padeira e autor Ricardo Frade

Professor António Padeira e autor Ricardo Frade

do que um livro de viagens, constitui uma verdadeira história de persistência. Quando, há cerca de sete anos, Ricardo Frade e a sua Sofia se viram mergulhados em problemas, muitos deles derivados de (falta de) dinheiro, podiam ter emigrado. Podiam ter desistido da vida. Podiam ter feito mil e uma coisas. Preferiram a opção 1002: estudar finanças. E não é que resultou? Sendo pessoas de espírito humano, depressa quiseram pôr os conhecimentos adquiridos – os teóricos e os práticos – ao serviço de quem passa(va) dificuldades que lhes são tão familiares

Pé Descalço

Pé Descalço – Ricardo Frade

. Surgiu a ideia de escrever um livro. A apresentação colheu o interesse e a participação dos presentes que colocaram diversas questões. Ficou a promessa de voltar no próximo ano letivo.

 

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Professor Jorge Alves – A Rapariga que roubava livros.

Depois da sessão de abertura, foi com grande expetativa que a biblioteca recebeu o professor Jorge Alves que captou o interesse dos cerca de 70 alunos que escutaram com muita atenção a explicação do livro de  Markus Zusak,

A Rapariga que roubava livros. Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta alturaupload_-1(4) que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

 

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O Programa da 10ª Semana da Leitura abriu com as palavras de boas vindas do professor bibliotecário António Padeira que introduziu a leitura do texto Cântico do Amor (ICor 13) lido pela aluna Ana upload_-1(1)acompanhada à viola pela aluna Teresa Machado. Foi ainda lida uma poesia em Alemão pela aluna Inês do 10º K e o texto “A Biblioteca” de Umberto Eco pelo professor António Padeira que convidou toda a comunidade educativa a participar nas diversas atividades programadas.

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Dia Internacional da Mulher, 8 de março

ORIGEM HISTÓRICA

alconheca-a-historia-do-dia-internacional-das-mulheres-00000No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.TenthfloorTriangleFire

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

O Dia da Mulher é a celebração das conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, e foi adotado por diversos países. A ideia de criar e celebrar um dia dedicado às mulheres já existia no Século XX, já havia surgido na Europa e Estados Unidos a Ideia de celebrar um dia da mulher, para comemorar a luta feminina por melhores condições de vida, trabalho e de direito ao voto.

Por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente como movimento feminista nos anos 60.

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O termo Direitos da Mulher refere-se aos direitos objetivos e subjetivos reivindicados para mulheres em diversos países.

Em alguns lugares, esses direitos são institucionalizados e garantidos pela legislação, pelos costumes e comportamentos, enquanto noutros locais eles são suprimidos ou ignorados. As principais reivindicações prendem-se pelos os direitos das mulheres à integridade e autonomia dos corpos-(veja-se a questão do aborto) , a votar (sufrágio) (participação na vida publica e não apenas na vida doméstica); a ocupar cargos públicos- a questão da paridade discutida no Parlamento- que pode mesmo colidir com o direito universal de cidadania); a trabalhar (independência económica face ao marido); a salários justos e igualitários (as mulheres, hoje, desempenham tarefas habitualmente atribuídas aos homens pela exigência da aplicação da força muscular); à educação (é reconhecido o seu papel primordial na evolução dos povos porque a educação dos filhos era, e é, uma dedicação sua ; a servir na polícia militar.

De acordo com a ONU [Organização das Nações Unidas], são direitos da mulher:

  1. Direito à vida
  2. Direito à liberdade e à segurança pessoal.
  3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
  4. Direito à liberdade de pensamento.
  5. Direito à informação e à educação.
  6. Direito à privacidade.
  7. Direito à saúde e à proteção desta.
  8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar a sua família.
  9. Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
  10. Direito aos benefícios do progresso científico.
  11. Direito à liberdade de reunião e participação política
  12. Direito a não ser submetida a torturas e maltrato.

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A discriminação de facto ou de direito contra a mulher tem sido, notadamente em países subdesenvolvidos, um dos principais obstáculos à efetividade do direito à educação e à saúde de crianças e adolescentes. Mas esta discriminação negativa também ocorre com a negação do direito à diferença, que é  a recusa do reconhecimento e respeito dos dados biológicos e valores culturais específicos do universo feminino.

200px-Carolina_Beatriz_ÂngeloCarolina Beatriz Ângelo (Guarda, 16 de Abril de 1878 — Lisboa, 3 de outubro de 1911) foi uma médicafeminista portuguesa. Foi a primeira mulher a votar no país, por ocasião das eleições da Assembleia Constituinte, em 1911.[1]

Sufragista, destacou-se como militante da Liga Republicana das Mulheres, fundadora e presidente daAssociação de Propaganda Feminista.

O fato de ser viúva e ter de sustentar os seus filhos, permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada “chefe de família”, tornando-se assim a primeira a votar no país, nas eleições constituintes, a 28 de maio de 1911. Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.(https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Beatriz_Ângelo)

Alexandre Herculano

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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, é um dos grandes escritores portugueses. A ele se deve a obra História de Portugal, a primeira obra do género a ter preocupações de rigor científico. Era um apaixonado pela história e isso levou-o a escrever vários romances históricos, o que foi uma novidade em Portugal. Estes temas eram muito bem recebidos na sua época e Alexandre Herculano tornou-se muito popular. O reconhecimento público do seu valor vai levá-lo ao desempenho vários cargos públicos importantes.

Foi também inovador porque é um dos introdutores em Portugal do Romantismo, movimento que tem a sua origem na Alemanha. A própria escolha dos ambientes históricos dos seus romances, as reflexões sobre a morte, sobre o fluir inexorável da vida humana, a permanência constante do Infinito que se materializa na comunhão entre os estados de alma humanos e a própria natureza, o sentimento profundo de solidão, o contraste entre a serenidade campo e o bulício da cidade, o “belo horrível”, apocalíptico e sepulcral, os amores impossíveis, são temas constantes na sua vasta obra.

Influenciado pela estética de Kant faz uma reflexão interessante acerca do papel da arte: a literatura deve educar. O belo e o bom unidos na mesma função de elevar o homem. Em vez da arte imitar o real, idealiza-o, porque a finalidade não é o belo em si, mas o bom.

Foi também uma grande influência noutros literatos do romance campesino como Júlio Dinis, mas também na vida política, pela participação na redação Participa na redação do primeiro Código Civil Português (1860-1865).

 

expositor AHObras principais de Alexandre Herculano

Poesia

  • A Voz do Profeta – 1836
  • A Harpa do Crente – 1838
  • Poesias – 1850

Teatro

  • O Fronteiro de África ou três noites aziagas
  • Os Infantes em Ceuta – 1842

Romance

  • O Pároco de Aldeia (1825) – 1851
  • O Galego: Vida, ditos e feitos de Lázaro Tomé

Romance histórico

  • O Bobo (1128) – 1843
  • O Monasticon
  • Eurico, o Presbítero: Época Visigótica – 1844
  • O Monge de Cister; Época de D. João I – 1848
  • Lendas e narrativas – 1851

1.º tomo

  • O Alcaide de Santarém (950-961)
  • Arras por Foro de Espanha (1371-2)
  • O Castelo de Faria (1373)
  • A Abóbada (1401)

2.º tomo

  • Destruição de Áuria: Lendas Espanholas (século VIII)
  • A Dama Pé de Cabra: Romance de um Jogral (Século XI)
  • O Bispo Negro (1130)
  • A Morte do Lidador (1170)
  • O Emprazado: Crónica de Espanha (1312)
  • O Mestre Assassinado: Crónica dos Templários (1320)
  • Mestre Gil: Crónica (Século XV)
  • Três Meses em Calecut: Primeira Crónica dos Estados da Índia (1498)

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano

(adaptação Professora Adelaide Saraiva)