Natal na Literatura Portuguesa

1. Desde os cancioneiros medievais até nos movimentos das primeiras décadas do século XX, passando por Camões e os grandes escritores de Oitocentos, para culminar na agónica singularidade de José Régio e Miguel Torga, o Natal foi tema maior da literatura portuguesa – expandindo-se da poesia lírica e do teatro para os vários géneros da ficção narrativa (com compreensível evidenciação do conto) e recebendo modulações muito diversas, a partir da piedade originária.
Aparentemente, tal quadro de frequência e perspectiva não desapareceu na literatura contemporânea. De facto, em contraste com a declinante atracção que nos últimos decénios se vem manifestando em relação à Páscoa, e sobretudo em relação ao seu alcance soteriológico e escatológico, é ainda com grande frequência que o Natal comparece como fecundo motivo na poesia e no conto, na crónica memorialista ou impressionista. Porém, são insofismáveis os indícios de que muitas vezes essa tematização do Natal visa propiciar efusões e efeitos de realização humana já desprendidos da religiosidade confessional, se não mesmo destítuidos do sentido do sagrado. No entanto, nem sempre ocorre essa desvinculação espiritual. Ler mais

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